Antes de a Câmara decidir derrubar o afastamento de Wilson Santiago, o novo relator do caso, Marcelo Ramos (PL), coordenou uma manobra que acabou sendo determinante para salvar o mandato do deputado do PTB acusado de receber propina.

Os deputados criaram, na prática, uma nova regra para analisar o afastamento de parlamentares.

Como registramos ontem aqui, em vez de exigir 257 votos para cancelar a suspensão, o plenário entendeu — por 407 a 5 votos — que a votação da maioria deveria ser para manter o afastamento.

A diferença parece sutil, mas foi determinante: se a regra anterior fosse mantida, os 233 votos favoráveis a Wilson Santiago não teriam sido suficientes para livrá-lo da decisão de Celso de Mello.

Os únicos deputados que votaram contra essa manobra foram: Capitão Wagner (Pros), Pastor Eurico (Patriota), André Janones (Avante), Junio Amaral (PSL) e Sargento Fahur (PSD).

Em Pernambuco o Pastor Eurico (Patriota) foi o Único Deputado que Votou Contra a Manobra da câmara para proteger parlamentares denunciados.

O Antagonista

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