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| Foto: Reprodução |
Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro compartilhou o vídeo de uma professora que, comovida, pedia o encerramento do isolamento imposto para conter a Covid-19. Identificada como Fátima Montenegro, ela apareceu nas imagens visivelmente emocionada, e acompanhada dos filhos, disse que não queria o dinheiro do governo, mas que queria voltar a trabalhar.
Em entrevista ao site Metrópoles publicada neste domingo (5), a professora afirmou que depois do vídeo, alguém divulgou seu número de telefone e que ela passou a receber ameaças.
– Estão me ameaçando, não param de me ligar. Tenho meus dois filhos. Não tive intenção nenhuma, maldade de ninguém. Estou acordada até agora, não dormi nesta noite – apontou.
Fátima Montenegro também negou as acusações de que sua fala foi armada.
– Não conheço o presidente, não foi nada armado. Pedi para ele isso. Na verdade, levei meus filhos para passear. Aí fiquei emocionada. Como vou prover meu lar? Não faço outra coisa a não ser dar aulas. Me deixem em paz. Quero continuar minha vida como era (…) Eu tenho dois filhos, moro sozinha. Estão brincando com a minha vida – ressaltou.
Ao veículo, ela ainda negou que tenha pedido intervenção militar, mas sim que o comércio voltasse a funcionar.
– Por que falei isso? Não pedi intervenção [militar]. Se não estão deixando abrir o comércio, não pode deixar ninguém fazer [nada], põe o exército para pelo menos proteger a gente. Por que vão prender a gente. Não tive outra intenção. Me arrependi tanto de falar isso. Por que não veio polícia na minha cabeça? – explicou.
Pleno News

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