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| Foto: Mhatteus Sampaio/TV Globo |
Professores e pais de crianças matriculadas em creches do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, fizeram um protesto em frente à prefeitura do município, na manhã desta terça-feira (28). O grupo afirma que o contrato da gestão municipal com as instituições de ensino, que fazem parte de uma rede conveniada, foi suspenso por questões financeiras.
O ato teve início por volta das 9h15. Com faixas e cartazes, o grupo pediu o acréscimo de um termo que estende os contratos até o fim de 2020. O ato foi encerrado por volta do meio-dia.
“Nosso objetivo hoje é fazer com que o prefeito [Lula Cabral] faça um aditivo nos contratos que terminaram no dia 30 de junho e que eles sejam estendidos até dezembro. Até lá, conseguimos manter os professores em seus cargos e os meninos nas escolas”, disse o presidente do Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente do Cabo de Santo Agostinho, Carlos Antônio dos Santos.
Ao todo, 13 instituições em diferentes bairros da cidade atendem a 1.140 crianças entre 3 e 6 anos, com 110 professores, segundo os integrantes do ato. Apesar de os estabelecimentos não funcionarem durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus, os pais alegaram que os alunos receberam kits de alimentação no mês de abril e auxílio financeiro de R$ 46 em maio.
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| Foto: Mhatteus Sampaio/TV Globo |
De acordo com Carlos, as instituições receberam um aviso das secretarias de Educação e de Assuntos Jurídicos do Cabo sobre falta de verba para manter os contratos. “Isso é o que mais nos dói. A Secretaria de Educação disse que não tem dinheiro para manter essas instituições”, afirmou.
Mãe de uma das crianças que frequentam a creche Lar de Clara, em Pontezinha, Maria José da Silva disse que confia no local e pede que o contrato seja renovado.
“Não temos dinheiro para deixar em outro lugar. Nós trabalhamos e queremos deixar nossos filhos em lugares seguros. A ideia de fazer o protesto é para que esse contrato seja renovado e os nossos filhos tenham direito de ficar na escola. É isso que a gente quer, nada mais”, contou.
Resposta
Por meio de nota, a prefeitura do Cabo disse que, “diante do atual contexto em que vivemos devido à pandemia, o contrato não necessitou ser prorrogado e/ou renovado, tendo em vista que as crianças cabenses estão em casa, em isolamento social. Além disso houve uma recomendação do Ministério Público Estadual sobre a suspensão de contratos de serviços não prestados neste momento de pandemia”.
A administração municipal afirmou, ainda, que os alunos têm sido assistidos pela prefeitura através da distribuição de kits pedagógicos e de um cartão-alimentação. Após a autorização para a retomada das atividades presenciais em instituições de ensino, “as providências necessárias serão adotadas para todos os alunos da rede municipal de ensino”.
G1


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