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Operação cumpriu 14 mandados de prisão temporária contra suspeitos - PCPE/DIVULGAÇÃO |
A Polícia Civil desarticulou um grupo criminoso liderado de dentro do Presídio de Igarassu, no Grande Recife, atualmente o mais superlotado e precário do Estado. Ordens para crimes como homicídios e tráfico de drogas e armas de fogo eram repassadas por meio de celulares, apesar da prática ser proibida nas unidades prisionais.
Nesta sexta-feira (27), a Operação Desconexão cumpriu 15 mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça contra os suspeitos de integrar o grupo, que tem forte atuação no Grande Recife e em alguns municípios do interior, a exemplo de Carpina, na Mata Norte. Outro suspeito também foi preso em flagrante.
A investigação começou em abril deste ano. "Houve a apreensão de dois celulares no Presídio de Igarassu. Com o acesso ao conteúdo (mensagens de WhatsApp), descobrimos que a prática de associação para o tráfico, comércio de armas de fogo, crimes contra a vida e crimes patrimoniais", disse o delegado João Carlos Oliveira, do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc).
"Homicídios também eram encomendados, por causa da disputa por territórios", completou Oliveira. O número de mortes atribuída ao grupo não foi informado.
Segundo ele, o grupo contava com três núcleos: executor, responsável pela prática do tráfico; financeiro, que cuidava do recebimento de dinheiro e de pagamentos aos fornecedores; e o logístico, com a participação de motoristas de aplicativo, que transportavam as drogas vendidas pelo grupo.
Os nomes dos presos não foram informados oficialmente pela Polícia Civil.
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