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O prefeito do Recife, João Campos (PSB), participou de um ato político no Cabo de Santo Agostinho que chamou atenção não apenas pelas articulações políticas, mas também pelo público considerado abaixo do esperado já nos primeiros momentos do evento. Realizado no município da Região Metropolitana, o encontro reuniu lideranças locais, mas imagens e relatos apontaram esvaziamento no espaço preparado para a mobilização.

João esteve ao lado do prefeito do Cabo, Lula Cabral (Solidariedade). Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o gestor do Recife sendo recebido por Lula e discursando no mesmo palanque, em um gesto interpretado como demonstração de alinhamento político.

Nos bastidores, o baixo comparecimento foi um dos pontos mais comentados. A avaliação de fontes locais é de que a estrutura montada previa um público maior do que o registrado. Apesar disso, aliados destacaram a importância simbólica do encontro para o fortalecimento de alianças na Região Metropolitana.

A presença de João Campos ao lado de Lula Cabral também reacendeu debates políticos. Em 2018, Lula Cabral foi preso no âmbito de investigações relacionadas a supostas irregularidades envolvendo o Instituto de Previdência dos Servidores do Cabo (CaboPrev). Ele ficou detido por cerca de quatro meses no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel) e posteriormente respondeu ao processo em liberdade. O caso teve ampla repercussão em Pernambuco. Anos depois, voltou ao comando do município após nova vitória nas urnas.

Também participaram do ato o deputado federal Pedro Campos (PSB), irmão de João, e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos).

O evento evidencia a movimentação de lideranças com foco nas próximas disputas eleitorais estaduais. Ao mesmo tempo, a aliança exposta no palanque e o público reduzido alimentaram comentários e críticas nos bastidores da política pernambucana.

PE Notícia

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