A candidata conservadora Keiko Fujimori conquistou uma vantagem considerada irreversível na disputa presidencial do Peru e deve ser confirmada como a próxima presidente do país. Com mais de 99% das urnas apuradas, a líder do partido Força Popular alcançou 50,11% dos votos válidos, contra 49,88% do esquerdista Roberto Sánchez.
A diferença supera os 43 mil votos, enquanto restam menos votos a serem contabilizados do que a margem que separa os dois candidatos, tornando matematicamente impossível uma virada. Apesar disso, a autoridade eleitoral peruana ainda precisa oficializar o resultado.
A eleição foi uma das mais disputadas da história recente do Peru e ocorreu em meio a um cenário de forte polarização política. Durante a apuração, Sánchez contestou o resultado, alegando irregularidades e pedindo a anulação de votos do exterior. Organismos internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia, afirmaram que o processo eleitoral transcorreu dentro da normalidade e não encontraram evidências de fraude.
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko disputou a Presidência pela quarta vez. Nas três tentativas anteriores, ela chegou ao segundo turno, mas acabou derrotada. Agora, a conservadora finalmente alcança a vitória e recoloca o fujimorismo no comando do país após 26 anos.
A futura presidente assumirá um país marcado por sucessivas crises políticas. Nos últimos anos, o Peru registrou uma intensa instabilidade institucional, com frequentes trocas de presidentes e confrontos entre Executivo e Congresso. A segurança pública e o combate ao crime organizado foram temas centrais da campanha eleitoral.
A posse presidencial está prevista para o dia 28 de julho, data em que Keiko Fujimori deverá iniciar um mandato cercado por grandes desafios econômicos, sociais e políticos.

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