Uma reportagem publicada pelo Metrópoles aponta que a empresa ligada a Amisadai Andrade Silva, citado como suposto operador de um “gabinete do ódio” em Pernambuco, recebeu R$ 642 mil em pagamentos do Governo do Estado entre 2023 e 2026.
Segundo a reportagem, apenas entre janeiro e agosto de 2026, a empresa recebeu R$ 186 mil, valor 21% maior do que os R$ 153 mil pagos no mesmo período de 2025.
Amisadai é servidor da Caixa Econômica Federal e estava cedido ao Governo de Pernambuco. Ele afirmou, em depoimento divulgado no contexto das denúncias, que teria atuado em uma estrutura digital para atacar o candidato João Campos (PSB) e promover conteúdos favoráveis à governadora Raquel Lyra (PSD).
De acordo com as informações divulgadas, Amisadai teria mencionado a atuação de centenas de perfis nas redes sociais. A reportagem também relaciona o nome dele ao Portal de Prefeitura, cuja empresa administradora recebeu recursos do governo estadual.
Os dados apresentados mostram um crescimento nos pagamentos à empresa ao longo dos últimos anos. Em 2023, o valor informado foi de cerca de R$ 44 mil. Em 2024, os pagamentos passaram para aproximadamente R$ 81 mil. Já em 2025, o montante chegou a mais de R$ 330 mil, segundo a reportagem.
O caso ganhou grande repercussão no cenário político pernambucano, especialmente durante a disputa pelo Governo de Pernambuco. As acusações envolvendo uma suposta estrutura organizada de ataques virtuais se transformaram em mais um ponto de confronto entre as campanhas de Raquel Lyra e João Campos.
Após a divulgação das denúncias, Amisadai foi exonerado pelo Governo de Pernambuco. A governadora Raquel Lyra nega as acusações e afirmou que não faz política dessa maneira, classificando as denúncias como parte das “velhas práticas” do PSB.
informações Metropoles


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