Durante a coletiva, Rafael Carneiro afirmou que reunirá diferentes episódios que, na avaliação do jurídico da Frente Popular, podem caracterizar abuso de poder político e econômico (Foto: Karol Rodrigues/DP Foto)

 

A coligação de João Campos (PSB) anunciou, nesta quinta-feira (27), que pretende adotar medidas judiciais e administrativas para investigar a suposta existência de um “gabinete do ódio” ligado ao Governo de Pernambuco.

Durante coletiva de imprensa, o advogado Rafael Carneiro, integrante do jurídico da Frente Popular, afirmou que a coligação pretende reunir diferentes episódios em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) a ser apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).

Segundo o advogado, as informações que serão apresentadas precisam ser investigadas pelas autoridades. Entre os órgãos que devem receber representações estão a Justiça Eleitoral, Ministério Público, Tribunal de Contas e Caixa Econômica Federal.

“Cardápio de ilícitos”

O jurídico da coligação afirmou que pretende reunir diversos episódios que, na avaliação da defesa de João Campos, poderiam indicar possíveis irregularidades.

Entre os pontos citados estão o suposto uso de ônibus escolares para transporte de militantes, alegações envolvendo monitoramento político, aquisição de aeronaves e uma suposta estrutura digital utilizada para atacar adversários políticos.

A reportagem que deu novo impulso ao caso também citou uma suposta rede de perfis nas redes sociais. Um servidor cedido ao Governo de Pernambuco foi mencionado no episódio e acabou sendo exonerado após a repercussão do caso.

Raquel Lyra nega as acusações

A governadora Raquel Lyra (PSD) nega participação em qualquer suposta estrutura de ataques e afirmou que quer provas das acusações feitas contra ela.

Raquel declarou que o caso está sendo tratado juridicamente e afirmou que não aceita ser associada a práticas desonestas. A governadora também ressaltou que a existência de milhares de servidores no Estado não significa que ações individuais sejam realizadas com conhecimento ou participação do governo.

A governadora afirmou ainda que sua própria campanha denunciou centenas de perfis que considera robotizados e alegou ser alvo de ataques virtuais durante a disputa eleitoral.

Caso deve ser investigado

As acusações feitas pela coligação de João Campos e as negativas apresentadas por Raquel Lyra devem agora ser analisadas pelas instituições competentes.

Até o momento, as alegações fazem parte de denúncias e disputas políticas e eleitorais, sem conclusão definitiva das autoridades sobre eventual participação direta da governadora ou do Governo de Pernambuco em uma estrutura de ataques virtuais.



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