O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) homologou nesta sexta-feira (4) o registro da candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República nas eleições de 2026. O empresário está entre os 13 candidatos registrados para disputar o Palácio do Planalto.

Apesar da homologação, a situação eleitoral de Marçal ainda enfrenta questionamentos na Justiça. O empresário permanece inelegível até 2032 em razão de uma condenação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) relacionada à campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 2024.

A condenação ocorreu por uso indevido dos meios de comunicação social. Segundo a decisão, Marçal utilizou uma estratégia de distribuição de prêmios para incentivar a produção e a divulgação de cortes de vídeos durante a campanha.

Como a decisão ainda é alvo de recurso e existem outras questões eleitorais pendentes, a candidatura de Marçal segue sub judice. Na prática, isso permite que ele permaneça na disputa enquanto a Justiça Eleitoral não toma uma decisão definitiva sobre sua elegibilidade.

Outro ponto de discussão envolve a filiação partidária de Marçal. O Ministério Público Eleitoral questiona se o empresário estava regularmente filiado ao PRTB dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral.

O órgão também pediu a revogação da decisão que havia reconhecido provisoriamente o vínculo de Marçal com o partido.

Dessa forma, embora o registro da candidatura tenha sido homologado pelo TSE, o futuro de Pablo Marçal na disputa presidencial ainda depende do desfecho das questões judiciais que envolvem sua candidatura.



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