O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de liminar apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para obrigar o Senado a dar andamento à instalação de uma CPI do Banco Master.

A decisão foi tomada na terça-feira (22). Segundo Zanin, não foram apresentados elementos suficientes para comprovar, neste momento, uma eventual omissão ilegal do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O pedido de Alessandro Vieira questionava a falta de andamento de um requerimento protocolado no Senado e buscava uma determinação judicial para que a comissão fosse instalada. O senador argumentou que os requisitos constitucionais para a criação da CPI haviam sido atendidos.

Zanin pede mais informações

Na decisão, Zanin destacou que o processo não apresentava informações suficientes sobre a tramitação dos diferentes requerimentos relacionados ao Banco Master nem sobre as providências adotadas pela Presidência do Senado.

O ministro também observou que o próprio Alessandro Vieira reconheceu a existência de um requerimento anterior sobre o mesmo tema. Para Zanin, é necessário esclarecer o conteúdo e o estágio de tramitação desses pedidos antes de avaliar uma possível intervenção do Judiciário.

A decisão, portanto, não encerra a discussão sobre a CPI. O pedido poderá ser reavaliado após o STF receber novas informações da Presidência do Senado.

CPI pretende investigar relações envolvendo o Banco Master

O requerimento analisado pelo STF envolve a apuração de possíveis relações entre o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e integrantes do Supremo Tribunal Federal, entre eles Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, conforme descrito no pedido levado ao STF.

A existência de requerimentos para investigar o caso Master não é recente. Segundo a Agência Senado, parlamentares já haviam recorrido ao STF em março de 2026 para pedir o andamento de uma CPI apresentada anteriormente.

A negativa de Zanin foi especificamente sobre o pedido de liminar para obrigar o Senado a avançar com a comissão e não representa uma decisão definitiva sobre os fatos que poderiam ser investigados pela CPI.



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