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| Apesar das isenções, os EUA decidiram aplicar a tarifa máxima sobre dois dos principais produtos brasileiros | Foto: Reprodução/Instagram Donald Trump |
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, como parte de uma nova política comercial voltada a países investigados por falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), por determinação do presidente Donald Trump, e atinge um total de 60 economias. Segundo o governo norte-americano, a nova cobrança se soma à tarifa de 25% aplicada ao Brasil na semana passada, elevando a carga tarifária sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos EUA.
As investigações tiveram início em março e incluíram audiências públicas, consultas a mais de 45 governos e milhares de manifestações por escrito. Em 2 de junho, o USTR concluiu que os países analisados adotavam práticas consideradas "desarrazoadas" e que restringiam o comércio norte-americano.
Em comunicado, o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que a medida busca combater violações de direitos humanos e práticas comerciais que, segundo Washington, distorcem o mercado internacional.
Três grupos de tarifas
O USTR dividiu os países investigados em três categorias:
- 10% para países que já proíbem a importação de produtos feitos com trabalho forçado ou assumiram esse compromisso em acordos comerciais, como Argentina, Canadá, Índia, México, Paquistão e Reino Unido.
- Entre 10% e 12,5% para determinadas mercadorias da União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Suíça e Taiwan.
- 12,5% para todas as demais economias investigadas, grupo no qual o Brasil foi incluído.
A decisão foi baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, utilizada para combater práticas comerciais consideradas desleais por outros países.
Produtos poderão ser isentos
O governo norte-americano informou que alguns produtos ficarão de fora da nova tarifa. As exceções incluem matérias-primas cuja taxação possa causar escassez no mercado interno dos EUA, produtos sem oferta suficiente no país, itens que não possam ser adquiridos de outros fornecedores e mercadorias cuja tributação não contribua para combater as práticas investigadas.
A lista completa de produtos isentos deverá ser divulgada pelas autoridades norte-americanas.

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