Uma auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) apontou irregularidades em pagamentos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ao Hospital Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco.


A unidade pertence a Jorge Branco, marido da vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause (PSD). Segundo o relatório, o hospital recebeu R$ 905 mil por procedimentos que não teriam sido comprovados, incluindo cirurgias oncológicas, sessões de hemodiálise e tratamentos relacionados ao câncer.


Auditoria encontrou 113 irregularidades


O levantamento analisou repasses federais de aproximadamente R$ 55,8 milhões, realizados entre janeiro de 2023 e julho de 2025.


Durante a fiscalização, foram identificadas 113 irregularidades em registros hospitalares, segundo o Denasus. Entre os problemas apontados estão procedimentos que teriam sido registrados sem a documentação necessária para comprovar a realização dos serviços.


O órgão recomendou a devolução dos valores considerados indevidos.


Pagamentos também envolveram profissionais de enfermagem


A auditoria também identificou pagamentos relacionados ao piso nacional da enfermagem destinados a profissionais que, segundo o relatório, já haviam deixado a instituição.


O documento ainda apontou falhas nos mecanismos de controle e acompanhamento dos serviços contratados pelo governo estadual.


Hospital é prestador de serviços especializados


Segundo o relatório, o hospital é o único prestador privado de serviços de UTI, oncologia e nefrologia na região do Agreste Meridional.


Mesmo diante dessa condição, a auditoria questionou a utilização do modelo de credenciamento, que, segundo o Denasus, não estabelecia metas de desempenho qualitativas e quantitativas para avaliar adequadamente os serviços prestados.


Secretaria de Saúde vai contestar auditoria


A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco informou que pretende contestar o resultado da auditoria na Justiça e solicitar a revisão das conclusões apresentadas pelo Denasus.


O caso deverá continuar sendo acompanhado pelas autoridades responsáveis pela fiscalização dos recursos públicos destinados à saúde.

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