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| Flávio Dino |
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo da decisão que autorizou uma operação da Polícia Federal (PF) relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão tornou públicas as medidas cautelares determinadas no âmbito da investigação, que apura suspeitas de desvio de recursos públicos, incluindo verbas provenientes de emendas parlamentares e contratos públicos.
Entre os principais alvos está o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou da produção do filme como produtor-executivo e roteirista. Dino determinou que Frias e outros investigados não deixem o país e não mantenham contato entre si. Ao todo, 29 pessoas foram atingidas pelas mesmas restrições.
A operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A ação contou com a participação da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU).
Segundo a investigação, recursos públicos teriam sido destinados a organizações da sociedade civil e posteriormente repassados a empresas subcontratadas. A PF apura se serviços previstos nos contratos foram efetivamente realizados e investiga possíveis crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude em licitações.
Um dos pontos investigados envolve uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão destinada por Mario Frias ao Instituto Conhecer Brasil (ICB). Segundo a PF, o projeto relacionado aos recursos não teria sido executado. A investigação também identificou transferências de aproximadamente R$ 645,4 mil feitas por Frias à produtora GoUp Entertainment, responsável pelo filme, valores que, segundo a PF, seriam incompatíveis com a renda do parlamentar.
O caso também envolve a produtora Karina Gama, presidente do ICB e apontada como uma das responsáveis pela produção do longa. Ela está entre os alvos da operação e, assim como os demais investigados, é alvo de apurações que ainda estão em andamento.
Flávio Bolsonaro critica operação
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, criticou a operação e afirmou que a investigação teria motivação política. Ele também negou que tenha havido utilização de dinheiro público na produção do filme.
Flávio Bolsonaro não é alvo da operação Dark Horse, embora esteja envolvido em outra investigação relacionada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
As suspeitas investigadas pela Polícia Federal ainda não representam condenação ou comprovação definitiva de irregularidades. O caso segue sob investigação.


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