André Mendonça e Alexandre de Moraes, ministros do STFImagem: Rosinei Coutinho/SCO/STF

 O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), avalia incluir o ministro Alexandre de Moraes no inquérito que investiga o caso do Banco Master, após novos elementos identificados pela Polícia Federal. A informação foi divulgada pelo UOL nesta terça-feira (1º).

Segundo a reportagem, a PF encontrou mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, nas quais o empresário teria informado o ministro sobre uma possível ofensiva da Polícia Federal e do Banco Central contra ele e o Banco Master. Em uma das mensagens, Vorcaro teria pedido apoio para evitar possíveis ações contra seus interesses.

O material também menciona autoridades como Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República. A PGR foi intimada por Mendonça e terá prazo de cinco dias para se manifestar sobre o conteúdo.

A possível inclusão de Moraes no inquérito ocorre em um momento delicado das investigações sobre o Banco Master. A PF está avançando na apuração e deve concluir o relatório principal do caso em setembro. Mendonça, que é o relator do inquérito no STF, já havia ampliado o acesso da Polícia Federal aos materiais apreendidos e dado maior autonomia à corporação para analisar as provas.

O caso ganhou ainda mais repercussão porque, segundo a Folha, o escritório da esposa de Moraes manteve um contrato de R$ 129 milhões por três anos com o Banco Master, encerrado no mesmo mês em que o Banco Central liquidou a instituição. Moraes, por sua vez, nega ter recebido as mensagens citadas na investigação.

Até o momento, não há conclusão de que Moraes tenha cometido qualquer irregularidade. A eventual inclusão no inquérito significaria que sua conduta passaria a ser formalmente analisada no contexto da investigação.



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