Professores contratados temporariamente pela rede estadual de Pernambuco realizam uma mobilização nesta quinta-feira (10) em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na Rua da União, no bairro da Boa Vista, área central do Recife. O protesto ocorre após o desligamento de profissionais com contratos temporários. 

Segundo relatos dos professores, eles foram orientados pelas gestões das escolas a permanecer em casa desde 1º de setembro, data apontada como encerramento dos contratos. Os docentes afirmam que não receberam aviso prévio sobre os desligamentos e que, inicialmente, não foram informados sobre a situação. 

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) não participou da organização da mobilização, mas informou que vem acompanhando a situação. A entidade afirma que milhares de professores e professoras contratados temporariamente foram atingidos e avalia medidas jurídicas para defender os direitos da categoria. 

O sindicato também alerta para possíveis impactos na rede estadual. Segundo a entidade, a saída dos profissionais pode prejudicar estudantes e comprometer o andamento do ano letivo, especialmente neste período próximo ao Enem

O que diz o Governo de Pernambuco

A Secretaria de Educação de Pernambuco informou que o encerramento dos contratos temporários ocorre em cumprimento ao prazo máximo de seis anos previsto na legislação estadual que regulamenta esse tipo de contratação.

De acordo com a pasta, por causa da legislação eleitoral, novas convocações só poderão ocorrer após a posse dos eleitos. A Secretaria afirma ainda que está realizando um reordenamento temporário da rede para garantir a continuidade do calendário escolar e evitar prejuízos aos estudantes. 

O Governo também destaca que, desde 2023, mais de 25 mil profissionais foram convocados por meio do programa Juntos pela Educação, sendo 13.622 servidores efetivos e 11.996 profissionais contratados por seleção simplificada.

Segundo os dados apresentados pela Secretaria, a proporção de professores efetivos na rede estadual passou de 49% em 2022 para 61% em 2026, enquanto os temporários passaram de 51% para 39% no mesmo período. 

A mobilização em frente à Alepe ocorre enquanto professores temporários cobram esclarecimentos e buscam alternativas diante do encerramento dos contratos.



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