Mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, colocaram o candidato a vice-governador de Pernambuco na chapa de João Campos (PSB), Carlos Costa (Republicanos), no centro de uma nova controvérsia.
Segundo reportagem publicada pela Veja, Vorcaro teria pedido ao advogado Luiz Rennó que fossem mantidos pagamentos mensais de R$ 100 mil relacionados a uma consultoria ligada a Carlos Costa. A revista afirma ter tido acesso às mensagens trocadas entre o banqueiro e o advogado.
De acordo com a reportagem, os pagamentos estavam relacionados a um contrato entre o Banco Master e a RI Consulting, empresa que tem entre seus sócios o ex-deputado federal Sílvio Costa e seu filho, Carlos Costa.
Em uma das mensagens, Vorcaro teria afirmado: “Pode cortar não”, ao tratar da continuidade dos repasses. Segundo a Veja, o banqueiro considerava Carlos Costa uma pessoa estratégica para os interesses da instituição financeira.
Carlos Costa deixou a administração da consultoria em março de 2026, quando passou a se dedicar à candidatura a vice-governador na chapa encabeçada por João Campos.
REPERCUSSÃO NA ELEIÇÃO
A revelação ocorre na reta final da disputa pelo Governo de Pernambuco e coloca o nome do candidato a vice de João Campos no debate eleitoral.
A informação também foi mencionada durante o último debate entre os candidatos ao governo. A governadora Raquel Lyra (PSD) questionou João Campos sobre as mensagens envolvendo Carlos Costa. O candidato respondeu durante o confronto.
Até o momento, a existência das mensagens e dos pagamentos é apresentada pela reportagem da Veja como parte das informações obtidas durante as apurações envolvendo o Banco Master. O conteúdo, por si só, não estabelece que Carlos Costa tenha cometido qualquer irregularidade.
O caso deverá continuar sendo acompanhado diante das investigações envolvendo o Banco Master e as relações financeiras mantidas por Daniel Vorcaro com diferentes pessoas e empresas.

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