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| Empresário Fábio Luís Lula da Silva |
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que uma das investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seja retirada da Corte e encaminhada à primeira instância da Justiça.
Segundo a PGR, não há, no inquérito, pessoas com foro por prerrogativa de função que justifiquem a permanência do caso no Supremo. A decisão sobre o destino da investigação caberá agora ao ministro André Mendonça.
Investigação apura suspeita de tráfico de influência
O inquérito foi aberto a partir de um pedido da Polícia Federal e apura suspeitas relacionadas a um possível esquema de tráfico de influência envolvendo Lulinha.
Entre os pontos investigados está a relação dele com a empresária Roberta Luchsinger, que teria atuado em uma tentativa de negociação envolvendo um projeto de medicamentos à base de canabidiol junto ao Ministério da Saúde.
A investigação também analisa mensagens e contatos que teriam ocorrido entre pessoas ligadas ao caso. As suspeitas ainda estão sendo apuradas e não representam condenação de Lulinha.
Caso foi parar no STF
A investigação passou a tramitar no Supremo após autorização para abertura do inquérito pelo ministro André Mendonça, que ficou responsável pela relatoria. O caso faz parte de um conjunto de apurações envolvendo o filho do presidente.
Atualmente, Lulinha é alvo de três inquéritos da Polícia Federal, sendo dois sob relatoria de Mendonça e outro sob responsabilidade do ministro Flávio Dino, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (20).
A PGR entende, porém, que pelo menos um desses procedimentos não deveria permanecer no STF justamente porque não há investigados com foro privilegiado.
Defesa de Lulinha comemora pedido
A defesa de Lulinha comemorou a manifestação da PGR e afirmou que o envio do caso para a primeira instância permitirá uma atuação mais ampla dos advogados.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho também tem criticado a divulgação de informações relacionadas às investigações e afirma que há uma tentativa de criar uma narrativa política contra seu cliente.
O próprio presidente Lula afirmou recentemente que acredita na inocência do filho, mas defendeu que as investigações continuem e que, caso exista alguma irregularidade comprovada, Lulinha responda pelos atos.
Mendonça ainda precisa decidir
O pedido da PGR não encerra a investigação nem significa o arquivamento do caso. A decisão agora está nas mãos de André Mendonça.
Se o ministro aceitar a manifestação, o inquérito será encaminhado para a primeira instância, onde deverá continuar sendo analisado pela Justiça competente.

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