Empresário Fábio Luís Lula da Silva Foto: Folha/Sergio Lima

 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que uma das investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seja retirada da Corte e encaminhada à primeira instância da Justiça.

Segundo a PGR, não há, no inquérito, pessoas com foro por prerrogativa de função que justifiquem a permanência do caso no Supremo. A decisão sobre o destino da investigação caberá agora ao ministro André Mendonça.

Investigação apura suspeita de tráfico de influência

O inquérito foi aberto a partir de um pedido da Polícia Federal e apura suspeitas relacionadas a um possível esquema de tráfico de influência envolvendo Lulinha.

Entre os pontos investigados está a relação dele com a empresária Roberta Luchsinger, que teria atuado em uma tentativa de negociação envolvendo um projeto de medicamentos à base de canabidiol junto ao Ministério da Saúde.

A investigação também analisa mensagens e contatos que teriam ocorrido entre pessoas ligadas ao caso. As suspeitas ainda estão sendo apuradas e não representam condenação de Lulinha.

Caso foi parar no STF

A investigação passou a tramitar no Supremo após autorização para abertura do inquérito pelo ministro André Mendonça, que ficou responsável pela relatoria. O caso faz parte de um conjunto de apurações envolvendo o filho do presidente.

Atualmente, Lulinha é alvo de três inquéritos da Polícia Federal, sendo dois sob relatoria de Mendonça e outro sob responsabilidade do ministro Flávio Dino, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (20).

A PGR entende, porém, que pelo menos um desses procedimentos não deveria permanecer no STF justamente porque não há investigados com foro privilegiado.

Defesa de Lulinha comemora pedido

A defesa de Lulinha comemorou a manifestação da PGR e afirmou que o envio do caso para a primeira instância permitirá uma atuação mais ampla dos advogados.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho também tem criticado a divulgação de informações relacionadas às investigações e afirma que há uma tentativa de criar uma narrativa política contra seu cliente.

O próprio presidente Lula afirmou recentemente que acredita na inocência do filho, mas defendeu que as investigações continuem e que, caso exista alguma irregularidade comprovada, Lulinha responda pelos atos.

Mendonça ainda precisa decidir

O pedido da PGR não encerra a investigação nem significa o arquivamento do caso. A decisão agora está nas mãos de André Mendonça.

Se o ministro aceitar a manifestação, o inquérito será encaminhado para a primeira instância, onde deverá continuar sendo analisado pela Justiça competente.



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